Amanhã há festa na moradia

Alguns amigos de Vila Nova de Monsarros concretizaram nas últimas semanas um evento de protagonizar um fim de semana de S. João de gabarito. A prova vai ser ao estilo XCO e recebe o nome de Taça Abimota. Um grande prémio que vai visitar também os trilhos de Vagos, clássicos, e os do Souto do Rio, bem perto do traçado da Maratona Vale do Vouga se não estou em erro.

Troço técnico do circuito

Hoje a sofrida saída foi então destinada a ir cumprimentar a malta da organização e experimentar o percurso. Como sempre, aproveitei e dei um salto até ao Palácio do Buçaco, também um clássico.

No entretanto, a viagem aborda as férteis propriedades da Bairrada, os solares de Anadia, até que estamos sem grandes dificuldades nos domínios da Serra do Luso, onde se situa a simpática Vila Nova de Monsarros.

Passagem sempre curta pelo espaço vinhateiro da Bairrada

Não tenho grande dificuldade em imaginar que a festa de amanhã vai ser em grande. O circuito é curto, técnico mas muito divertido, e sem entrar em grandes parvoíces, permitindo a qualquer domingueiro a sua participação. O preço de inscrição é sensato, o trabalho de casa foi bem feito e a malta que a organiza é incrível.

Depois de alguma palheta com o pessoal da secretaria, virei-me para o meu outro objetivo do dia, o Buçaco. Abordei o Luso por várzeas e a sua nova ponte que não vai cair no próximo milénio e parei na fonte para descansar um pouco e recarregar o bidão de água. A vila estava composta de turistas e fotógrafos de ocasião, e apercebi-me que já devo figurar em muito bom álbum de família. O Buçaco esse, foi tomado pelos trilhos do costume, mas que nunca em momento algum, cansam. Já o afirmei diversas vezes,  e outra o executo: É o melhor sítio do mundo para se passear, period.

O regresso foi feito em ritmo calmo que o empeno já se sentia, e o vento como sempre estava do oposto sentido. A saída de amanhã vai passar pelo Caramulo, um outro amor meu.

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Já faltou mais!

Isto não é o discurso do coitadinho, mas

aqui o maior, desde que fez uma grande javardeira em Abrantes, praticamente não andou mais de bicicleta, excepto um pequeno devaneio em que as fui ver à praia, e outro em que andei no meu quintal, e mesmo assim consegui furar. Grande.

Este Sábado à tarde, que nem um rebelde, consegui me esgueirar de mansinho de casa, tirei o som ao telemóvel, e fui direitinho ao meu sítio preferido do mundo, o Buçaco. Estava a chover e o caralho, mas nem pensei muito nisso. Como para variar, tinha horas para estar em Aveiro, coloquei o motor em versão carapau de corrida e fiz algumas contas de cabeça. Uma hora e pouco para chegar ao Luso, quarenta minutos para subir a cruz alta e descer, com umas pausas pelo meio, e menos de duas horas para voltar a casa.

O resultado foi grandioso, a todos os níveis. Os últimos dias foram um bocado cansativos, pelo que me arrancar da cama no sábado não foi fácil e o pequeno almoço, esse, também não foi substancial. O almoço, peixe, que eu muito gosto, convenhamos, não puxa carroça, e a comida que coloquei na mochila também não foi de qualidade. Muito basicamente, empenei-me de tal forma, que a menos de um quilómetro de casa, tive que parar. O vento, a fraqueira e a estupidez são ingredientes muito usados nesta minha receita que é o masoquismo, mas desta vez abusei na dose. Poucas vezes me arrastei com tamanha brutalidade em cima da minha bicicleta, e o odómetro pouco mais que 70 quilómetros marcava.

Ainda assim, ganhei a tarde, o dia, o mês e se for preciso o ano. O Buçaco é especialmente bonito de se visitar. Acontece que as semanas de sol que gozámos há uns tempos já puxaram algum lustro à flora, e a chuva que me acompanhou ontem, deu um brilho muito especial à envolvente. A juntar a isto, a delícia que é percorrer aqueles trilhos escorregadios num misto entre paralelo, pedra e terra cavam a minha convicção de que não há Portugal melhor sítio para se pedalar. Ponto.

Pelo meio há sempre tempo para trocar umas palavras com um casal de turistas estrangeiros. Sempre. As fotos foram tiradas com telemóvel, o que não lhes garante grande impacto.

À noite ainda tive tempo para gozar um pequeno jantar com a minha malta e a minha namorada, e fazer uma visita à Feira do Março. Acontecia um concerto dos Buraka Som Sistema, pelo que a companhia de efervescentes petizes foi notada pela minha pessoa, e o vento parecia estar com vontade de arrastar alguns dos carrosseis, mas eu não tenho medo, e andei em alguns.

Estar vivo é bom, e cansa!

 

Para algo completamente offtopic

logo radar

Nunca disse uma coisa tão acertada como esta. Está a acontecer neste momento o South by Southwest, o maior festival do mundo com cerca de 2000 bandas, e a rádio radar está lá a fazer a cobertura e a acompanhar o percurso das três bandas portuguesas. Não deixem de sintonizar frequentemente a rádio radar a partir do blog e ouvir as reportagens em directo. Também tem feito uma cobertura fotográfica porreira em que já podem ver registos da ressurreição de uma das minhas rainhas, Fiona Apple.

Sem compromissos

Há algumas publicações falava da minha preparação para uma prova em que irei participar este fim de semana. Por esses dias, cheguei a elaborar listas exaustivas de tudo o que deveria ou não levar no dia da prova, e deveria salvaguardar em caso de necessidade. Com a ânsia e a expectativa dei por mim a perder largos minutos acumulados de sono.

Em jeito de catarse nos últimos dias cortei com tudo isso, e limitei-me a contar com o absolutamente necessário para o propósito daquele dia. As minhas aspirações para esta prova,  foram desde o início o compromisso com o divertimento, e a satisfação da curiosidade em participar num evento com estas características, mas a verdade é que algures a meio do caminho, a pessoa menos dotada e capacitada a todos os níveis para a competição, eu, me vi envolvido num frenesim obsessivo que rompe com toda a descontracção que encontrei no btt.

A bicicleta que usarei, será a que usei sempre, a alimentação será a que me der mais prazer de comer, e sim, vou fazer uma mega piza para a consumir no dia da prova, e a minha companhia será a pessoa menos dotada do mundo para assistência técnica: a minha namorada.

No dia da prova conto fazer uma coisa que normalmente não faço, que é pedalar enquanto ouço música, e conto fazê-lo nas horas que prevejo serem de mais difícil realização: na madrugada de Domingo. Há uns tempos lia um texto de um dos meus bloggers preferidos sobre cinema, que comentava o record actual de visualização sucessivo de filmes. Não sei precisar a quantidade, mas todos se pautavam por um critério simples: acção e movimento. Aqui a música não será necessariamente escolhida de outra forma, mas será só sim ouvida se na altura fizer sentido. Se porventura encontrar pelo caminho alguém com quem falar, como espero que sim, irei fazê-lo convictamente. Ainda assim, depois deixo aqui a playlist escolhida. Sou um pirata desgraçado.

Em jeito de sugestão deixo uma sugestão. Nota para a Rebecca Hall, a Vicky, do docinho de Woody Allen que é Vicky Cristina Barcelona.