Outra coisa é ter bom gosto V

Redes sociais, esse produto de uma corja de indivíduos com bom gosto e vontade de partilhar coisas.

E as marcas desdobram-se em esforços de promoção, partilhando coisas lindas, marcando uma posição mais ou menos definida e coerente. Não vejo nada de mal, e eu que sou um apreciador de beleza, datada ok, who cares, muito prezo algumas marcas que perdem algum tempo em fomentar a cultura da bicicleta.

É o caso da equipa da mui charmosa Creme Cycles,  Londrina, que mais poderia ser, que não se cansa de fotografar meninas bonitas e hipsters a desfilar num manancial de espaços que nos alarga o alcance do nosso meio preferido. Visitem a galeria de registos lindos no pinterest e certifiquem-se de que encontram alguma coisa que vos inspire.

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Tenho a certeza muito convicta de que as primeiras corridas de bicicletas contam muitos anos, mas nenhuma antes desta é tão mirabolante e divertida. Menos um pouco e estávamos nos domínios da mui chique Belle Epoque.

Em Paris, no final do século décimo nono, os mensageiros que recorriam à bicicleta como instrumento de trabalho, organizavam regularmente corridas entre si, com algumas características particulares. A Critérium des Porteurs de Journaux consistia num percurso circundante da grande cidade, e um conjunto de pontos de controlo. Acontecia que, cada participante tinha de se acompanhar de um carregamento de 15 quilogramas em jornais nos alforges da bicicleta, e fazer a troca sucessiva da carga por uma semelhante em cada posto de controlo.

Os percursos totalizavam normalmente 27 quilómetros distribuídos pelas ruas de Paris, com o último quilómetro a percorrer a Rue Lepic numa subida de 800 metros em paralelo até ao ponto mais alto da cidade, Montmarte.

Podem conhecer mais histórias fantásticas neste sítio, e passear-se nos bucólicos desabafos da minha Marion Cotillard.


…E no silêncio a voz de Craft murmurou: – Très chic.

Outra coisa é ter bom gosto III

Através de O Editorial, um blog que descobri recentemente, e que frequentemente faz referências ao nosso universo preferido, tive contacto com a marca Jack Spade.

O catálogo desta marca está repleta de coisas lindas, objectos lindos, roupas lindas, e a acompanhar tem muitas fotografias lindas. Tudo isto é bom porque o que eu gosto é de coisas lindas. E muito linda é esta mala que pode ser utilizada enquanto se faz coisas lindas, como andar de bicicleta, ou simplesmente se passeia por sítios lindos.

 

Façam coisas lindas pela vossa saúde.

No fundo, esta publicação foi mais para vos dar a conhecer aquele blog, enquanto apelei à vossa veia consumista a partir do chamamento das coisas lindas. Curiosamente, o blog O Editorial tem uma linha gráfica bastante próxima do Ciclista Incrível, uma coincidência terrível, que deixa oportunidade para anunciar que próximo está o primeiro profundo lifting personalizado.

Outra coisa é ter bom gosto II

Cortesia: surripiado do Facebook

Deixo espaço para mais produção nacional de bom gosto. A Tina Clay (na foto) é a Flying Fat Man, a fazedora de artigos dedicados à cultura urbana. Mais uma vez, não vou deixar muitas palavras, até porque a informação não é muita, mas a originalidade neste país já lhe valeu pelo menos uma entrevista numa revista nacional. Vale a pena dar um salto ao seu sítio ou ao Facebook.

Cortesia: surripiado do Facebook
Cortesia: surripiado do Facebook