Sobre a interdição à circulação em Lisboa

Raramente vou a Lisboa, e conheço mesmo muito mal a cidade. No entanto, emito os meus dois cêntimos.

O fardo de sustentar os equipamentos, infraestruturas e externalidades negativas (existem positivas?) que suportam o carro na cidade, tornou-se demasiado pesado para quase todos os municípios. Muitas cidades estão a executar pequenas medidas: o Porto mudou as tarifas, Aveiro colocou mais parquímetros, por exemplo.

Lisboa interditou a circulação de automóveis com idade superior a um número. Nem sei qual é. Na discussão política que se reagiu, o argumento a favor invariavelmente enaltece a coragem do autarca que é capaz de tirar um dos cancros da cidade. O carro.

Não entro pelo facto de ser uma medida selectiva. Elitista mesmo.

Aponto sobretudo o absurdo do critério. Desde quando é que a idade do veículo é o critério determinante para o controlo da utilização de carros potencialmente nocivos ao ambiente da cidade. Se o objectivo era fazer uma descriminação positiva, capaz de efectivamente aliviar o peso do carro na cidade, acredito que as emissões poluentes seriam um determinante mais razoável.

O problema é que isso condicionava o trânsito do veículo daquele governante, e dos seus próximos. O que ironicamente deita por terra o argumento da coragem.

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Record: este post foi escrito em menos de três minutos. 2015 entra pé a fundo.

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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