Entrada na Ciclovia da Avenida Lourenço Peixinho, Aveiro

A Avenida Lourenço Peixinho é a principal Avenida de Aveiro e tem uma ciclovia dedicada para circular de bicicleta.

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Ainda que seja discutível a utilidade de ter uma ciclovia no meio da Avenida, coloco outra pergunta.

Este é um ponto com muita intensidade de tráfego da cidade, onde os carros circulam a velocidade moderada sobre paralelo. Quem circula de outro ponto da cidade e entra de bicicleta na Avenida Lourenço Peixinho vindo da Rotunda das Pontes (na seta a vermelho), em que momento é que encontra a informação de que deve entrar na ciclovia, e em que condições?

Um ciclista que saia da rotunda e comece a descer, se já sabe que terá de entrar na ciclovia, em algum momento vai ter de fazer a passagem do lado direito da faixa da direita, para a faixa da esquerda, e daí entrar na ciclovia que está no centro. Se não souber que existe uma ciclovia, possivelmente só vai encontrar informação da sua existência quando já estiver em cima dela.

A acrescer nesse momento a Avenida tem uma ligeira pendente negativa e piso em paralelo.

De qualquer das duas formas, o ciclista não poderá fazer a manobra possível de entrada na ciclovia de forma previsível para ele e para os condutores de automóvel. Ou seja, o ciclista que utilize a bicicleta realmente para se deslocar em momento algum vai arriscar fazer esta manobra, sabendo que circulam carros em aceleração a cerca de dois metros de si, num piso terrivelmente instável a barulhento. O ambiente de stress sobre este é crucialmente desencorajador.

A minha análise é muito simples a um ponto específico de circulação na cidade de Aveiro, que foge de todo às análises de urbanistas e designers profissionais. Mas é a análise de um utilizador de bicicleta diário que talvez ajude a explicar o falhanço total que a ciclovia da Avenida Lourenço Peixinho.

Deixo um vídeo que exemplifique moderadamente o ambiente no local.

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6 thoughts on “Entrada na Ciclovia da Avenida Lourenço Peixinho, Aveiro

  1. Concordo plenamente! Esse é apenas um dos exemplos de ciclovias que são executadas para “inglês ver”, sem qualquer tipo de planeamento ou estudo prévio que a fundamente. Em toda a avenida mantém-se o mesmo problema, ou seja, os pontos de entrada na ciclovia não estão definidos nem sinalizados obrigando os utilizadores habituais a encontrar soluções de recurso como o uso das rampas das passadeiras para entrar. Outra situação ridícula e ainda mais grave em termos de perigo para o utilizador é a saída da ciclovia no final da avenida (nesse mesmo local que referes no post). Quem desce a avenida na ciclovia acaba num ponto em que não sabe se deve seguir pela passadeira e respeitar o semáforo dos peões, ou se deve passar para a estrada e respeitar o semáforo da via principal. Sou maioritariamente contra as ciclovias, pelo facto de ser raro encontrar ciclovias bem concebidas. Em contrapartida, há locais em que uma ciclovia seria fundamental para a segurança dos ciclistas, mas aí não as fazem para não incomodar os senhores automobilistas. Falo por exemplo da nacional 109, que é diariamente utilizada por utilizadores de bicicleta nas deslocações para o trabalho e que tem que ser partilhada com automóveis a circular como se de uma autoestrada se tratasse.

  2. A ciclovia em causa é uma ficção. Entre o projecto inicial, que creio ter sido desenvolvido no tempo das origens da BUGA, e o momento actual, para além de erros iniciais de projecto e de implementação, foram feitas várias mudanças no próprio perfil da Avenida, sem nunca se considerar essa “função”. A operação mais evidente foi o túnel, junto à Estação dos Caminhos de Ferro, mas houve várias, com mudanças no estacionamento, abate de árvores, etc.
    De resto, em Aveiro, as ciclovias parecem resultar de impulsos mais ou menos patetas e a sua utilização parece-me francamente mais perigosa do que a circulação normal, na via, na esmagadora maioria dos casos. Pessoalmente, não as considero como alternativas viáveis para circular e se se atender ao número de carros estacionados em alguns locais (no Campus da UA, por exemplo) e ao estado de conservação dos pavimentos e sinalizações, creio que se pode presumir que não são um sucesso.

  3. Penso que algures ai no meio, o municipio mudou de filosofia (no segundo mandato de Elio Maia), e decidiu extinguir as ciclovias e colcoar as bicicletas a circular na estrada.
    O problema foi que nunca retiraram a ciclovia, nem a sinalização.
    De qualquer forma acho que ela não ia para a rotunda das pontes, terminava algures para os lados dos armazens de Aveiro.

  4. so sabe da ciclovia quem é de Aveiro. é simples e fácil de perceber isso. E o problema de Aveiro é que dá aqui então fazemos, dá ali, então fazemos, mas esquecem-se que deve haver uma continuidade e isso é que cria qualidade. Uso o exemplos dos passeios, quando metem uma árvore no meio e a pessoa é obrigada a voltar a por o pé na estrada… uma pessoa de bicicleta ser obrigada andar ao zigue-zague para além de não ser seguro, leva ao desinteresse pela via, mais vale seguir com os carros sempre a direito a meu ver… demoro menos e é menos cansativo.

    solução, criar um mapa de circulação, pontos importantes… unir e definir circuitos vantajosos. dar prioridade as bicicletas e retirar o estacionamento pago nas zonas mais externas à cidade, fazer vias que unam pontos de forma continua e visível para os habitantes e estrangeiros.

O ciclista incrível preza a palavra alheia

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