Volta à Suiça

Não tenho muitas palavras.

O Rui faz como nos livros. As deduções aritméticas mais rebuscadas fazem parte da ciência exacta. Funcionam. Quando as condições são respeitadas, podemos ter por garantido que com mais ou menos elegância, a fórmula nos devolve o resultado que esperamos. Não é diferente no ciclismo. Numa prova de nove dias, só é preciso analisar com minúcia as etapas, os percursos e os concorrentes, e apontar o momento em que se tem de fazer a diferença. E se esse ponto for a três mil metros do final de horas de esforço, pois que seja. O Rui confirmou aquilo que todos nós já sabíamos. A três, nem isso quilómetros, seria preciso garantir pelo menos um minuto e cinco segundos sobre o seu colega, e para isso nem precisaria de ganhar a etapa.

O Rui faz como nos livros. A melhor aritmética é a elegante, e ele apresentou-se à linha da meta sozinho, com as cores do arco-íris ao peito. Um homem chora fodasse.

Propes.

 

2014, Tour de Suisse, tappa 09 Martigny - Saas Fee, Lampre - Merida 2014, Faria Da Costa Rui Alberto, Saas Fee
2014, Tour de Suisse, tappa 09 Martigny – Saas Fee, Lampre – Merida 2014, Faria Da Costa Rui Alberto, Saas Fee

 

Foto de steephill.

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One thought on “Volta à Suiça

  1. Concordo com 98,2 % da argumentação (o Rui fez bem as contas) mas discordo com 0,23% (porque faltam algumas variáveis como, por exemplo, tolice e acaso). Quanto ao resto tenho ainda que fazer umas contas.

    João L.
    (ciclista estonteante)

O ciclista incrível preza a palavra alheia

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