Sexta-feira santa

A Sexta-Feira passada foi efetivamente santificada.

Sai de casa bem cedo com o objetivo de fazer alguns quilómetros. Fui até Albergaria à Velha, e daí apanhei a N16 que segue em direcção a Viseu, e por aí adiante. Já não fazia esta estrada há algum tempo, e fiquei bastante contente com o novo tapete. É uma estrada nacional de concepção antiga, sempre às curvas, a passar em todo o tipo de aldeias, o que para circular é óptimo.

A experiência de Sexta-Feira passada revelou-a como uma das melhores estradas de sempre, dada o tipo de percurso nunca monótono, a paisagem de serra e Rio, e a quase total ausência de carros.

cá em baixo

 

Esta é a estrada que acompanha a ciclovia da antiga linha férrea. E apesar de a conhecer bem, nunca tinha tido a percepção tão clara de que esta estrada é de pendente tão ascendente. Foi por isso que quando cheguei a Oliveira de Frades já levava algumas horas de viagem, e as pernas ligeiramente marcadas por aquele percurso, e os abusos da semana que passou.

Aproveitei aí para encurtar o percurso, e fazer uma subida que desconhecia: a abordagem ao Caramulo a partir de Oliveira de Frades. Não foi com surpresa que fiquei maravilhado. Até Campia ultrapassamos algumas rampas entre pequenas vilas e uma zona industrial. A partir dali começa-se a subida à serra, inicialmente em estrada larga, e depois no habitual traçado de serra. O percurso por ali encontra mais aldeias do que o percurso feito por Bolfiar, e em vez de ser sempre a subir, é composto por várias rampas, com alguns intermédios planos e a descer, que permite respirar um pouco.

Nota para o nevoeiro que encontrei logo a partir de Bolfiar. À medida que ascendia, este tornava-se cada vez mais e passou eventualmente a murrinha. Felizmente ia bem apetrechado com luzes de sinalização e um corta-vento.

lá em cima

 

No regresso, parei em S. João do Monte para me aquecer e tomar um café, e foi quando encontrei um grupo grande de ciclistas. Estava num daqueles momentos típicos de crença de que somos os únicos otários naquela serra com aquele tempo. Mas estava errado felizmente. Acompanhei-os até Águeda, onde trilhei o pneu de trás num buraco. A viagem até Aveiro fez-se calmamente com algumas pausas para reencher o pneu.

dados
Dados da volta no strava. Carregar na imagem.
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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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