Não tão mau tempo

Tornámos-nos sensacionalistas. Uns dias quentes de Verão, são quentes demais para pedalar, e as primeiras chuvas de Outono, quando o Outono chega, são já as tempestades de Janeiro. E não, esse já não é tempo para pedalar, que eu vi accuweather e nas notícias.

Fazer um exercício de generalização é parvoíce. Mas só foram precisos três dias de chuva durante a semana, para que o Sábado de ontem, tenha sido o menos participado do ano pelos ciclistas na estradas.

Estou um bocado atrapalhado com trabalho, e tenho andado bastante nervoso com isso, pelo que a volta de fim de semana era uma necessidade. Estive quase para não sair de casa, mas por impulso, logo a seguir ao almoço, equipei-me com uns calções, e vesti pela primeira vez um casaco. Não estaria frio, mas a chuva que certamente apanharia me causaria desconforto pelo que optei assim.

Prefiro nestes dias de chuva intermitente utilizar um casaco quente e justo, do que o típico corta-vento. O último é muito eficiente a conservar da chuva, mas extremamente desconfortável com a transpiração.

Não tão mau tempo

Foi a primeira vez que utilizei a bicicleta de estrada em dia de chuva. Achei a experiência alucinante. Rolar acima dos 30km/h no alcatrão com aqueles pneus, exige uma atenção dobrada e permanente, as ultrapassagens tornam-se sempre momentos de tensão, e aquelas passadeiras proeminentes, autênticos desafios de perícia. Enquanto rodava na nacional 335, uma estrada bastante frequentada da zona, comecei por me encostar normalmente à direita, libertando o restante espaço da faixa para os automobilistas. Acontece que em dias como o de ontem, em que a estrada está carregada de água, a primeira que ainda não limpou a sugidade acumulada de Verão, torna-se especialmente perigoso conduzir, tanto para automobilistas como ciclistas. Por isso, optei ontem por em certas ocasiões mais delicadas, rodar não no espaço mais à direita, mas tomando parte da largura da faixa, não permitindo de todo, as típicas rasantes que sempre nos fazem. Não estou bem certo de de isto ser permitido no Código da Estrada, mas sinceramente não me interessa. Desta forma, os automobilistas são obrigados a abordar a velocidade do ciclista, e para o ultrapassar, tem de garantir o espaço suficiente para o fazer em segurança.

No final da volta, estava seco, porque só apanhei chuva no início da volta, e o vento forte, secou-me num instante.

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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