Subida ao Ladário

Aos poucos, a rotina vai se compondo. Pelo segundo fim-de-semana consecutivo pedalei, em companhia, o que é um recorde absoluto este ano. Um manifesto sinal da deprimência que 2013 se está a revelar.

E portanto, a vontade de voltar ao Ladário era já muita por estes semanas. Um telefonema de véspera, rapidamente alinhou as coisas, entre o Daniel e eu.

A partida em Sernada, foi feita em companhia. Os habituais domingueiros rechearam como de costume o parque de estacionamento da estação de Sernada, e dava a ideia que íamos ser os últimos a partir.

O percurso habitual até ao Ladário (este por exemplo) leva-nos do Carvoeiro até à conhecida ponte da Lama, onde se sobe até aos Cinco Cumes (já ouvi Quatro Cumes, e Três Cumes, é um pouco ao critério). Estávamos com o tempo contado pelo que decidimos percorrer a ciclovia e subir directamente até Penouços. Em bom tempo, esta subida podia-se fazer pelo trilho dos Castanheiros, o mesmo que passava por cima da ciclovia num dos famosos túneis da linha de comboio. Por estes dias, esses mesmos terrenos estão cercado por um aberrante perímetro de rede.

O Dani arranjou maneira de contornar este problema, e subimos por um trilho absolutamente novo, brutalmente inclinado, técnico, e bonito, a atravessar uma das novas vinhas que ali estão plantadas. A vista para o Rio e para Pessegueiro do Vouga era privilegiada. O revés deste pequeno atalho, é que o mesmo em 1,75km sobe 205m positivos.

Dali o percurso segue até Penouços e imediatamente à zona industrial de Cedrim, onde abordamos a grande subida do dia, em trilho. Neste momento, estamos também a entrar na serra do Ladário.

Esta Serra vive por estes dias um estado de graça. Os trilhos não estão cerrados por mato bravo, a pedra solta espalhada na quase totalidade do percurso aumenta a diversão, e a flora ganhou nesta última primavera a cor perdida com os pequenos fogos dos últimos anos, proporcionando um momento superior de btt, devolvendo desafio após desafio, numa progressão ascendente quase sem interrupção.

Depois de Lameiro Longo onde aproveitei para reabastecer, fica-nos a faltar uma última rampa em alcatrão até aos metros mais altos daquela serra, o momento onde entramos nas pistas de DH. Encontrámos por lá bastante malta, pelo que entrámos na pista com cautela acrescida. Isso, e a ausência total de treino técnico a descer.

As pistas de DH estão melhores que nunca e multiplicaram-se desde a última vez. Há por ali muito trabalho de enxada, e a quantidade de raízes, pedras e drops aconselham cursos mais elevados. Senti-me brutalmente limitado tecnicamente, pelo que não abusei quase nada.

Tudo descido, e como estávamos com pressa, decidimos seguir pela N13 até Sernada, não registando grande história desse momento.

That said, resta-me dizer que uma passagem pelo Ladário é a volta que eu aconselho a toda a gente da reunião. Está por estes dias, o melhor sítio para a prática do btt, e se algum dos meus amigos viesse visitar a zona, eu lá o levaria. For sure.

Como registo, o percurso no strava, e as únicas duas fotos que tirei. Um registo do topo do Ladário, e de um trilho da pista de DH. Com telemóvel, mui medíocre.

População do ladário

Pista ladário

Love u.

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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