Osso na garganta

Já o encontrava entalado há alguns meses por aquele local, muito por culpa do pesado Inverno que teima em não largar.

Joel Vieira a curtir o Buçaco

Por isso, no Sábado combinei com o Joel Vieira passar o dia em cima da bicicleta – cada um na sua – e fazer uns reconhecimentos de uns trilhos desconhecidos. O dia não correu como queríamos e ficámos pelo Buçaco a curtir uns singles, drops e escadas. Deu para tudo, até comprar um pneu, e ainda fazer mais quase uma centena de quilómetros. Um autêntico luxo.

No dia seguinte, o desafio de uma volta mais calma pela manhã agradou-me, e a possibilidade de visitar os Trilhos do Ladário agradou-me. A volta acabou por não passar por lá, mas pela Eólica, que qualquer ciclista que se preze, conhece.

À saída do Carvoeiro

O temporal de Janeiro não fez muitos estragos por esta zona – ao contrário do Buçaco, por exemplo – e não encontrámos grandes dificuldades. Os trilhos estão como sempre limpos, e o vento dos últimos dias secou as quantidades absurdas de água daquela zona. Aquelas montanhas são uma confluência de rios, pequenas cascatas – as mais conhecidas são as das Minas e da Cabreia – e não é raro encontrar autênticos rios pelos caminhos, e possas de água que se mantêm o ano inteiro. Isto faz com que algumas zonas de terra e pedra batida, se tornem numa espécie de piso de papa que torna a progressão mais difícil. É o caso de um dos últimos troços da subida à eólica, que mesmo nos dias mais quentes, se tornam um pesadelo para os trepadores mais apressados. Caso a direção seja a contrária, a aderência extra que encontramos é um puro deleite para os nossos sentidos.

A turma

No final da volta, parámos para beber o habitual fino, e um ridiculamente bom Rissol de Leitão. A Dona do estabelecimento já nos conhece, e são tantos os ciclistas que por ali passam, que tiveram uns centímetros quadrados dedicados na parede.

Este sítio já merece por aqui uma publicação decente, tamanha é a importância da Estação de Sernada para os Ciclistas da região.

Quadro de Honra do Bar da Estação

 
Fica o desafio: Find Wally.

Registei também uns frames do Joel Vieira, enquanto melhorávamos a nossa técnica nos melhores trilhos do mundo. Parece fácil, mas não é.

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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