Assalto ao Caramulo, o quarto tomo

Consumou-se no dia 1 de dezembro último, mais uma incursão ao topo da Serra do Caramulo, vulgo Assalto ao Caramulo.

O alto da montanha
O alto da montanha

As ameaças de neve lá no alto foram refutadas ao longo da semana, e a pouca chuva do dia anterior não foi suficiente para cobrir o topo. E mesmo que isso tivesse acontecido, o dia glorioso de sol de inverno que se instalou teria arruinado em três tempos o cenário de fundo de foto de perfil para muito bom ciclista. O meu caso portanto.

Mas convenhamos, o dia mais solarengo do mês de dezembro, não priva ninguém da presença de uma brisa gelada de vento, que à primeira escondidela do sol atrás da nuvem mais merdosa, nos faz tremer de frio que nem uma princesa. O meu caso portanto.

Dito isto, importa notar a minha total ausência de dignidade, quando corrida uma semana de justificações pela minha alegada falta de comparência, cheguei aos últimos dias com tudo preparado para me lançar que nem um maluco. A companhia seria, basicamente, toda a gente. Toda a gente. Não há cromo do ciclismo que tenhamos conhecido, que no dia 1 de dezembro não marque presença neste passeio. Tristes excepções feitas aos meus colegas Joel e Vítor que por maleita não puderam participar.

A deprimência da minha forma, e os meses corridos sem o fazer, alinharam o meu andamento à companhia do Pedro Bastos. Calmamente incorremos na penosa, mas mui prazerosa subida de cerca de 20 quilómetros até ao topo do Caramulhinho – mais dez de ligação em alcatrão –  e as quatro horas que se tomaram necessárias, passaram como se a conversa entre os dois fosse treinada todos os dias.

Pelo caminho, entre maçãs e as barras do costume, juntou-se a assistência alimentar de bónus providenciada por algumas lojas da zona, que sempre ajudou a acalmar a maldita, e deu espaço aos grupos para se reagruparem.

No alto do Caramulinho, o vento que se sentia, não ajudava a grandes pausas, pelo que saboreada uma boa sandes, e o cumprimento de malta amiga há tempo desencontrada – esse bando de São João de Ver – nos fizémos rapidamente ao caminho.

A volta ficou longe de ser sempre a descer. Pelo caminho, impuseram-se algumas rampas, que mesmo curtas, pesaram bastante nas já muito esmifradas pernas.

Estava muito reticente quanto à minha participação, muito por força da minha fraca condição física do momento e baixa resistência ao frio, mas em boa hora o fiz. O dia colaborou, e a companhia proporcionou aquela injeção de ânimo que precisamos para enfrentar a semana que pouco demora a entrar. Este foi o meu caso, portanto.

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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