Dolorosa incursão aos topos de S. Pedro do Sul

Empenhei toda a minha vontade de produzir um texto decente no título desta publicação, pelo  que não deve esperar o leitor por mais do que um deprimente relato de uma volta às encostas da Serra da Arada e suas irmãs.

A turma do dia

O grupo preparou as hostes em S. Pedro do Sul, e eu esforcei-me por encontrar naquela madrugada uma padaria que me vendesse algo comestível. Tarefa complicada.

O percurso planeado foi o primeiro dia do Geo Raid, o que resumidamente fazia prever um monstruoso empeno. Para adoçar o desafio não dispunha da minha melhor condição física (fulcral), e fazia o derradeiro teste à configuração da minha transmissão 1×9. O Ciclista Incrível é um gajo que não gosta de coisas fáceis, nem difíceis.

A constante

O traçado sugerido no gps muito basicamente abordava o monte do S. Macário pelo lado Este, alcançando num pendente que desafiava o cai de costas a estrada que vem de Castro D’Aire. Creio não estar enganado. A partir daqui, os últimos quilómetros galgados eram mais ou menos amenos, o que em vernáculo de dia era na ordem dos 15%. Pouco antes havíamos percorrido inclinações que tocavam constantemente os 25%.

A fotografia da praxe

Cuide o leitor saber que por este momento metade do grupo já havia assumido no seu íntimo a sua dose de sofrimento semanal, mas ciclista não verga até cair para o lado, pelo que seguimos a estrada de acesso àquele monte a partir de Arouca, passando pelo vislumbre possível da Aldeia da Pena, a serra de Montemuro no horizonte, e o Portal do Inferno, não necessariamente por esta ordem.

A descida ao docinho do dia, Drave, faz-se pelo lado norte, numa auto-estrada recentemente construída, uma aberração de acesso à aldeia que desvirtua de todo aquele cenário. Por essa altura, e enquanto nos esforcávamos para cumprir o single que encosta o monte até à aldeia, um dos nossos colegas sofre um azar, e vimos-nos forçados a repensar a incursão. O próximo destino estava então traçado à base, mas não sem antes subir nova montanha.

Vale a pena ler este texto sobre aquele primeiro local de culto, e este que tem bué informação sobre o percurso que enfrentámos. Da minha parte, sugiro afincadamente a visita à Serra da Arada, Freita, mas nunca sem uma grande preparação prévia. Não houve até hoje uma incursão minha que não sofresse um revés, e qualquer vislumbre de um fotografia daquelas paragens o confirma.

Advertisements

3 thoughts on “Dolorosa incursão aos topos de S. Pedro do Sul

  1. Fico muito agradecido pela referência feita a uma página do meu blogue, A Matéria do Tempo. A fotografia que publico no fundo da página — e sobre a qual está escrita uma citação — foi tirada por mim mesmo nas proximidades da aldeia de Drave. Fiquei fascinado pela belíssima aldeia, aninhada numa dobra da serra, e pelo ambiente que a envolvia.

    1. Parabéns pelo seu blog. Da pesquisa que fiz sobre o local, o seu artigo foi o que achei mais interessante.
      A abordagem a Drave é impressionante, e fica na retina de qualquer pessoa. Até hoje, nenhum outro espaço ficou tão vivo quanto aquele caminho e a vista sobre a aldeia…
      Cumprimento

O ciclista incrível preza a palavra alheia

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s