Tosta monstra pelas encostas do Caramulo

O Ciclista é um indivíduo particular. A maior parte das vezes sabe para o que vai, e ainda assim mantém firme a convicção.

Quando por volta das duas horas da madrugada de sábado, me encontrava a festejar o S. João no quartel dos Bombeiros Voluntários de Aveiro Velhos, sabia que daí a poucas horas, 4 mais concretamente, estaria a acordar para me encontrar com os meus colegas e dar início a uma pequena volta no Caramulo. A festa era nos Bombeiros Velhos, volto a repetir, não nos novos, só para evitar confusões.

A saída matinal de S. João do Monte. A festa estava a ser preparada

Partir de S. João do Monte traz-nos uma conclusão muito óbvia. Para onde quer que fosse, eu ia começar logo a subir. Esta aldeia, outrora capital de Concelho, destituída a 1855, passando a ser uma freguesia do Concelho de Tondela, com as localidades de Abóbada, Almijofa, Almofala, Belazeima, Braçal, Caselho, Castêlo, Daires, Dornas, Mançores, Matadegas, Paul, Póvoa do Soeiro, Quinta de Menderes, Ramalhal, Souto, Teixo, Valdasna, Vale do Lobo e Valeiroso. Algumas delas são bem conhecidas da malta do pedal, já que alguns percursos famosos por ali passam, como é o caso do Assalto ao Caramulo, sempre no primeiro feriado do mês de Dezembro.

Os quilómetros iniciais não aconteceram de outra forma que não esta

O percurso que tínhamos planeado seria de uma qualquer edição transata do Up&Down, pelo que o número aparentemente limitado de quilómetros seria facilmente acompanhado por muita dificuldade. Fácil prever, e  fácil constatar. Às dez da manhã o calor apertava, e nas encostas abafadas do Caramulo o manto virgem de árvores dificultava a passagem de uma ligeira brisa que fosse, pelo que por esta altura ainda nem uma dezena de quilómetros tinhamos completado, e já havíamos parado umas quantas.

Atingido o ponto mais alto do percurso, onde conseguíamos pelos intervalos das árvores observar os topos do Caramulo  com a sempre presente equipa de eólicas, começámos a descer até uma pequena miragem em forma de represa, que havia sido construída talvez para alimentar alguns campos agrícolas que por ali. Naturalmente, alguns de nós tentámos o banho refrescante, e constatámos que a temperatura da mesma não era a desejada, mas soube muito bem. A fauna local indignou-se e fez-se ouvir por um concerto em forma de coaxar de sapos.

A água fria fazia doer os ossos

A partir daqui o percurso descia por singles ou estradões quase sempre deteriorados, para nosso gáudio, até às mais isoladas localidades próximas de Almijofa. Por esta altura, as horas já se tinham avançado bastante, o acumulado gritante, alguns problemas com o track de gps, e sobretudo a nossa deprimente forma física fez com que decidíssemos tomar um percurso menos problemático, mas não menos fácil. Aos trinta quilómetros tomámos a estrada, e encarámos os últimos minutos com sofrimento.

Na aldeia, já se festejava o Santo Padroeiro, e os maiores atacaram a barraca dos bolos e dos finos.

Abastecimentos de luxo

São João do Monte, festejava não o S. João como altivamente se havia afirmado, mas sim S. João Batista. Esta pequena localidade tem muito para se tornar o ponto de encontro da comunidade ciclista. Apesar de isolada, tem bons acessos, pequeno comércio, uma farmácia e um multibanco. Não é difícil estacionar o carro, e tem bom espaços para se fazer bons almoços com a família acompanhados por uma praia fluvial. Escusado será dizer, que a partir dali, temos acesso a tudo o que o Caramulo nos oferece em termos de beleza. Tanto podemos rumar a Sul, para os trilhos que alcança o Assalto ao Caramulo, como a Norte por onde se desenrolava a Maratona do Vale do Vouga. Uma subida ao Caramulinho a partir dali é um doce bem penoso, mas de luxo.

O percurso planeado, com o devido desvio

Nota: o texto, para não variar, foi escrito com pouco tempo, antes e depois de almoçar, pelo que se apela a alguma compreensão.

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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