Já faltou mais!

Isto não é o discurso do coitadinho, mas

aqui o maior, desde que fez uma grande javardeira em Abrantes, praticamente não andou mais de bicicleta, excepto um pequeno devaneio em que as fui ver à praia, e outro em que andei no meu quintal, e mesmo assim consegui furar. Grande.

Este Sábado à tarde, que nem um rebelde, consegui me esgueirar de mansinho de casa, tirei o som ao telemóvel, e fui direitinho ao meu sítio preferido do mundo, o Buçaco. Estava a chover e o caralho, mas nem pensei muito nisso. Como para variar, tinha horas para estar em Aveiro, coloquei o motor em versão carapau de corrida e fiz algumas contas de cabeça. Uma hora e pouco para chegar ao Luso, quarenta minutos para subir a cruz alta e descer, com umas pausas pelo meio, e menos de duas horas para voltar a casa.

O resultado foi grandioso, a todos os níveis. Os últimos dias foram um bocado cansativos, pelo que me arrancar da cama no sábado não foi fácil e o pequeno almoço, esse, também não foi substancial. O almoço, peixe, que eu muito gosto, convenhamos, não puxa carroça, e a comida que coloquei na mochila também não foi de qualidade. Muito basicamente, empenei-me de tal forma, que a menos de um quilómetro de casa, tive que parar. O vento, a fraqueira e a estupidez são ingredientes muito usados nesta minha receita que é o masoquismo, mas desta vez abusei na dose. Poucas vezes me arrastei com tamanha brutalidade em cima da minha bicicleta, e o odómetro pouco mais que 70 quilómetros marcava.

Ainda assim, ganhei a tarde, o dia, o mês e se for preciso o ano. O Buçaco é especialmente bonito de se visitar. Acontece que as semanas de sol que gozámos há uns tempos já puxaram algum lustro à flora, e a chuva que me acompanhou ontem, deu um brilho muito especial à envolvente. A juntar a isto, a delícia que é percorrer aqueles trilhos escorregadios num misto entre paralelo, pedra e terra cavam a minha convicção de que não há Portugal melhor sítio para se pedalar. Ponto.

Pelo meio há sempre tempo para trocar umas palavras com um casal de turistas estrangeiros. Sempre. As fotos foram tiradas com telemóvel, o que não lhes garante grande impacto.

À noite ainda tive tempo para gozar um pequeno jantar com a minha malta e a minha namorada, e fazer uma visita à Feira do Março. Acontecia um concerto dos Buraka Som Sistema, pelo que a companhia de efervescentes petizes foi notada pela minha pessoa, e o vento parecia estar com vontade de arrastar alguns dos carrosseis, mas eu não tenho medo, e andei em alguns.

Estar vivo é bom, e cansa!

 

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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