Visita a um colosso elegante

A Giant produziu em 2011 bicicletas suficientes para calçar mais de metade dos habitantes de Portugal. Mais precisamente 5.200.ooo unidades, das quais, 3.000.000 em nome próprio e as restantes para outras marcas, facturando 1,39 biliões de dólares. Uma ninharia marginal.

Esta publicação é baseada no artigo que o Marco Toniolo publicou no fórum Bici da Corsa, por altura do seu périplo pela região. A advertida preocupação do jornalista em desmistificar algumas ideias ocidentais é constante, e percebe-se o cuidado das administrações em limar alguns aspectos ao nosso gosto. Uma piscar de olhos ocidental-friendly.

A empresa foi fundada em 1972, ano em que produziu cerca de 3700, e adoptou o nome actual em 1981, dando início a um caminho marcado pela ambição. Numa palavra, Ícaro.  Sem surpresa, à marca estão associadas algumas inovações de registo, como o fabrico o primeiro quadro em fibra de carbono em 1987, a introdução do sistema de plataforma NRS em parceria com a equipa de Fórmula 1 da Renault, ou o seu sucessor, o sistema Maestro.

Neste momento a Giant conta com 9 fábricas distribuídas pela Ilha Formosa, China e Países Baixos, a última dedicada sobretudo à finalização das bicicletas, e distribui os seus produtos a partir de e 12.125 lojas distribuídas por 80 países, onde a Europa protagoniza cerca de 30% do fluxo, a China com 24%, os EUA com 23% e o Japão com 10%.

Na fábrica e Taichung (Ilha Formosa), são produzidos por 1900 trabalhadores os quadros com tecnologia de topo, em turnos de oito horas, enquanto há uns anos, os turnos eram substancialmente mais pesados. A produção, ao contrário do que se pensa, não é assegurada exclusivamente por maquinaria pesada, nem robôs de precisão apurada, com pouca piada e abstraídos de formas humanas. Os quadros desta, e de outras marcas, são fabricados igualmente por mãos artesãs que obstinadamente fazem por merecer a vantagem competitiva pelo custo em relação aos competidores ocidentais, e goram cabalmente a opinião charmosa de que aquilo que é construído por estes lados, é feito com mais carinho. Eu até partilho desta opinião, mas ainda assim é preciso saber distinguir as coisas.

A única diferença é mesmo o capital humano, que é organizado em doses massivas. Por exemplo, esta fábrica é capaz de produzir diariamente entre 2500 a 3200 quadros de alumínio, e produziram no passado ano cerca de 150.000 quadros em carbono. Para este ano prevêem atingir a marca dos 200.000 quadros, já que a procura por quadros deste material tem subido consideravelmente nos últimos anos. A democratização.

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O ciclista incrível preza a palavra alheia

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